Diario De Um Homem Que Se Tornou Prostituto Por Causa Da Crise

dupla

O que fazem duas louras malucas com um quarto de século juntas num quarto de hotel e cheias de brinquedos? Também fiquei sem resposta quando as vi. Ia ao encontro de um duo mas não o esperava tão jovem e tão beautifull people. Uma era todo um belo jardim, da outra só me lembro que era a Marta.
Interessante foi o início. Pediram-me para me sentar no sofá do canto e olhá-las enquanto brincavam com a tralha que saía de uma pequena mala florida. Depois pediram opinião e confessei-me excitado o que não era muito difícil de observar. Serviram-me gin tónico enquanto bebiam espumante italiano.
Não bebo muito antes do sexo pois sei que há um copo que estraga tudo e me deixa hirto ao ponto da dor pois não me venho facilmente. Nem com uma nem com duas louras.
Comecei quando uma foi ao WC e agarrei-me à Marta com alguma fúria pois já estava nessa onda. Pouco depois sinto alguém a trepar-me pelas costas e até que se deixou cair ao lado da amiga. Agarrava-me com jeito os testículos e massajava-os com alguma noção do que estava a fazer. Depois começou a beijar o anus da Marta e chupando-me de minuto a minuto.  Foi ela que mo enfiou no rabo e depois o chupava. Raios parta, será que ela não percebe as doenças que isto pode trazer e o nojo que é? Mas não, estava completamente solta e ria-se baixinho quando olhava de perto para as penetrações.
A Marta, pouco egoísta, deu um pinote e deitou-me de costas. Beijou longamente a amiga que era um jardim enquanto a montava em cima de mim. Sentou-se depois na minha boca e continuou a acariciá-la e beijá-la com gosto. Percebi que ali havia amor, quase juvenil, quase proibido, mas não eram fufas.
Várias posições e periodos em que cada um descansava, deram lugar a uma sonolência profunda. Adomecemos juntos. Acordei à pouco e cheguei agora a casa. Deixei um bilhete.

Folclore

"Vem-me ao cú!" assim sem mais demoras, preliminares e passar pela casa de partida. Belo rabo, por acaso, apenas com duas pequenas rugas mais claras devido ao bronze que deve ter dado bastante trabalho. "Agarra-me o cabelo e puxa com força!" e assim o fiz provocando os primeiros gemidos de prazer e dor ou dor com prazer. Abomino este tipo de relações, drásticas e duras, violentas e dolorosas. Mas pior é sempre o "chama-me nomes, diz que sou a tua puta!" e mimos afins.
Confesso que ainda me dá trabalho conseguir enxovalhar uma mulher mesmo a pedido dela. Foi coisa que sempre me baixou o pau em vez de enrijecê-lo. Mas nestes últimos tempos, devido a ser o que sou, esses pedidos são mais constantes que excepções. Resta-me conter por vezes o riso e olhar para o quadro de uma forma menos jocosa. O que vale é que estou por trás, quase sempre.

One way

Alexandra já não passa sem a minha companhia semanal e não compreende nem aceita que eu faça o que faço. Não aceita mas paga e acima do que cobro o que denota muito bem a preocupação passageira. Também lhe poderia responder que não compreendo como é que uma trintona bem posta está sózinha nesta vida mas após as primeiras vezes que correram sem grandes peripécias, entendi que o que ela gosta mesmo é de ser lambida até à exaustão, o que me cansa e por vezes enoja. Não é a questão do sumo mas sim do orgasmo que ela tem vaginalmente. Tenho sempre que ter muito cuidado para não levar com esse jacto e não fico especialmente contente quando acontece. Fico sim aliviado pois se eu perco a força na boca e língua ela perde-se completamente aninhada no conjunto de almofadas. Levanto-me sempre em silêncio passado um quarto de hora, visto-me no hall e fecho a porta sem barulho.
As desempoeiradas que se julgam donas e senhoras da sua vida acabam sempre por sonhar mais alto com o principe encantado. E há quem clame por um sapo.

Detesto cotas armadas em senhoras finas

Cheguei agora a casa depois de ir à inenarrável Expo a pedido de uma quarentona feia como um bode, com cabelo tão lixado quanto pintado, mas com um corpo ainda mais ou menos torneado pela ginástica diária e uma enorme fome de delícias e carícias. Começou logo por dizer para não ter medo do cão e confesso que senti logo uma empatia pelo animal que pouco me ladrou e depressa se retirou para uma cama ridícula com assinatura Channel.
Veio o vinho. Escolheu a música que achava ideal para a situação no iPod ligado ao Hifi e errou quando nomeou quem cantava. Decidi beber meia garrafa pois percebi que aquilo ia durar uma horas.
Enganei-me.
Estas cotas confinadas aos seus T4 solitários e com grandes Lexus e X5 na garagem tanto têm a mania que são senhoras como no momento seguinte são as maiores vacas que se pode imaginar.
Não sou pago à hora e digo-o logo no primeiro contacto. Mas parece que num repente se esquecem disso e atacam sem dó nem piedade como se não existisse um amanhã. Ou um agora.
Saltou-me para cima no sofá depois de me chupar. Não tinha cuecas vestidas e foi ela quem desabotou o camiseiro. Depois foi tipo coelhinho, muito rápida e ofegante, ridícula e pouco sexy. Confesso que tive que me concentrar e pensar que estava a ser fodido por uma qualquer memória boa. Isso resulta quase sempre e o tempo passa mais depressa quanto ela também depressa se veio e parou atirando-se para o meu lado direito e compondo a vestimenta.
Depois veio a pior parte que é a conversa, a seca da conversa. Mas será que estas tipas pensam que eu oiço o que dizem, que me interesso? Só o faço por educação e muito me custa não ser um verdadeiro profissional e pirar-me dali para fora com o cash metido no bolso do casaco.
Sim, se as putas têm regras, eu também as tenho. E muitas são copiadas.

Vocês todas, damas e meninas, são umas vacas sem igual. É inacreditável o que fazem, pedem e contam às amigas.

Sou uma puta

Nunca pensei afirmar uma coisa destas até ter perdido os dois empregos devido a uma ausência prolongada por razões que não interessam a ninguém. Faço o que faço actualmente por motivos pura e simplesmente egoístas, pois não percebo a vida sem aquilo a que fui habituado desde pequeno, sendo a opção mais fácil e rápida. Sempre fui rodeado pelo luxo e coisas boas. Primeiro pelo papá e mamã e depois por mim, visto que tirei MBA lá por fora e regressei com um belo tacho. Depois o lobbying ofereceu-me os extras e mais formas de fazer dinheiro. Eu não o ganhava, fazia-o. Bom. Chega de apresentações. Apenas mais uma: criei este registo online e público pois não sei muito bem se viverei muito tempo. Não tem a ver com DST mas com maridos violentos e poderosos. Não mencionarei nomes. Mas tenho algum receio que alguma cliente grite quem sou numa altura menos confortável.